Ásia


II UNIDADE


09/07/2012 - 16h13 - Visualizado em 10/07/2012 15h30 - Fonte: Uol

China só perde para EUA em lista de países com maiores companhias do mundo

NOVA YORK, 9 Jul 2012 (AFP) -A China superou o Japão e obteve o segundo lugar na lista dos países que abrigam as 500 maiores companhias do mundo, da Revista Fortune, que é encabeçada pelos Estados Unidos.


Na lista publicada nesta segunda-feira pela Fortune há oito empresas brasileiras, outras tantas espanholas, duas mexicanas, uma colombiana e uma venezuelana, mas nenhuma dela ficou dentro das 20 primeiras. 

A petroleira britânico-holandesa Royal Dutch Shell recuperou a primeira posição das mãos da distribuidora norte-americana Walmart, que liderou a lista em 2010 e 2009 e caiu para a terceira posição, atrás da petroleira também norte-americana Exxon Mobil.

As demais integrantes das 10 maiores empresas são a petroleira britânica BP (4ª), as petroleiras chinesas Sinopec Group (5ª) e China National Petroleum (6ª), a companhia elétrica chinesa State Grid (7ª), as petroleiras norte-americanas Chevron (8ª) e ConocoPhillips (9ª) e a fabricante de automóveis japonesa Toyota Motor (10ª).

Contudo, o maior destaque da nova lista foi o avanço da China (73 empresas, 12 a mais que em 2010) para o segundo lugar, desbancando o Japão (68, sem alterações com relação ao ano anterior), apesar de Tóquio continuar sendo a cidade que abriga mais companhias (48 das 500).

Nos últimos dez anos, a China multiplicou por mais de seis seu número de empresas dentro das 500 maiores do mundo, passando de 11 em 2002 para as atuais 73.

Os Estados Unidos seguem em primeiro lugar, com 132 empresas, contra 197 uma década atrás.

Já o Brasil, com oito empresas contra sete em 2010, igualou-se à Espanha - que tinha nove em 2010 - como o país iberoamericano mais representativo. 

Dentro deste nicho, a mais bem posicionada foi a Petrobras, em 23º lugar, seguida das petroleiras Pemex (34ª), do México, e PDVSA (36ª), da Venezuela. Em seguida ficaram o banco espanhol Santander (44º), a companhia de telecomunicações espanhola Telefônica (82ª) e o Banco do Brasil (88º).

A Europa perdeu onze companhias na lista, golpeada pela crise bancária que "afetou a consumidores e colocou em dúvida o futuro da integração europeia", diz a Fortune.

Quanto aos setores da economia, oito das dez primeiras companhias são grupos energéticos. 

O segundo ramo com mais empresas na lista de Fortune é o bancário, seguido da indústria automobilística.

O gigante da informática Apple avançou nada menos que 56 posições, para o 55º lugar.

Já o grupo canadense Research In Motion, fabricante do célebre telefone BlackBerry, saiu da lista das 500 maiores empresas do mundo.

"Apesar da crise financeira na Europa e dos desastres no Japão (tsunami e terremoto), as maiores companhias do mundo têm apresentado faturamento recorde em 2011", disseram os editores da Fortune.

A receita das 500 maiores empresas do globo em 2011 chegou a US$ 29,5 trilhões, ou seja, alta de 13,2% com relação a 2010. Já o lucro líquido subiu 7%, para US$ 1,6 trilhão.


China e EUA em: Quem tem mais?


A disputa pela detenção das maiores companhias do mundo também incorpora a rivalidade entre EUA e China. Colocada de lado por um tempo, o Japão mantém o número inabalável, e mostra que apesar dos desastres naturais e das mortes em decorrência destes, continua se mantendo de pé e merecendo reconhecimento. Pena, não ser suficiente para segurar o segundo lugar.
As maiores empresas do mundo hoje se encontram nas mãos dos EUA e da China, e por isso, a dependência é inevitável. Tudo que se refere a tecnologia, seja ela exacerbada ou necessária, vem desses países, e isso só faz garantir cada vez mais a supremacia de tais potencias sobre o resto do mundo. Apesar de alguns países adjacentes tentarem entrar na luta, os pré-requisitos são altos demais... Demais até para o Japão, que como foi dito, ficou pra trás.
Esses países que “comem pelas beiradas”, incluem o Brasil, que entra na lista com o Banco do Brasil e a Petrobrás, empresas que vêm se desenvolvendo cada vez mais no mercado internacional, mas que nem se comparam com as 132 americanas somadas ás 73 chinesas.
Nesse quesito, é evidente que os Estados Unidos estão liderando, mas do jeito que as coisas andam, a China e o Japão estão caminhando para tomar, em um futuro consideravelmente próximo, a primeira posição.
Assim sendo, só resta aos outros países aguardar as próximas cenas da trama envolvendo as maiores potências mundiais. O segredo é ficar atento as conferências e reuniões que ocorrem na frequentemente em surdina, onde decisões importantíssimas são tomadas pelas mãos de poucos. Mas o que fazer? Pelo que parece duas empresas não são suficientes para garantir passe livre á questões de interesse mundial... Só de 60 pra cima.
Por: Ana Carolina Araújo




11/07/2012 12h30 - Visualizado em 11/07/2012 16h50 - Fonte: G1

Ambição territorial da China preocupa os vizinhos asiáticos


PHNOM PENH, Camboja, 11 Jul 2012 (AFP) -As ambições territoriais de Pequim no mar da China Meridional estarão no centro nesta quinta-feira de uma conferência sobre segurança na qual os países do sudeste asiático exigirão soluções multilaterais aos litígios regionais.
Os ministros das Relações Exteriores da Ásia e dos Estados Unidos se reúnem em Phnom Penh para sua reunião anual, em um contexto de crescentes tensões nestas águas disputadas, em particular entre China e Vietnã, por um lado, e China e Filipinas, por outro.
Durante reuniões preparatórias realizadas nesta semana, a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) alcançou um acordo sobre os "principais elementos" de um "código de conduta" que deve diminuir as tensões e prevenir os conflitos, indicou a presidência cambojana do bloco regional.
O texto, ao qual a AFP teve acesso, sugere em particular se basear na convenção da ONU sobre os direitos marítimos.
Embora os dez países do bloco (Filipinas, Vietnã, Malásia, Brunei, Indonésia, Cingapura, Tailândia, Mianmar, Camboja e Laos) afirmem poder terminar até o fim do ano este código no qual trabalham há dez anos, o mais difícil será conseguir que a China o assine.
"Os que esperam um código de conduta ficarão decepcionados: ainda há um longo caminho a ser percorrido", destacou Evelyn Goh, do Singapore Institute of International Affairs.
A China destacou que o código de conduta será discutido no "momento oportuno" e não deve ser utilizado para os conflitos territoriais. "Não está destinado a resolver as disputas, mas a construir uma confiança mútua e a aprofundar a cooperação", insistiu seu porta-voz de Relações Exteriores, Liu Weimin.
Pequim e Hanói disputam os arquipélagos das Paracelso e das Spratly, supostamente ricos em hidrocarbonetos e através dos quais passam vias marítimas internacionais. Filipinas, Brunei, Malásia e Taiwan também reivindicam as Spratly em parte ou em sua totalidade.
A China sempre privilegiou um enfoque bilateral a esta disputa fronteiriça, enquanto a ASEAN, apoiada pelos Estados Unidos, é partidária de um contexto multilateral.
"Sem dúvida a China se opõe ao desenvolvimento pelos países da ASEAN de uma posição coletiva sobre a questão, porque sente que seu poder de negociação diminuiria", comentou Goh.
Ainda que os sócios do sudeste asiático conquistem um acordo, o texto pode ficar privado de tudo o que a China não quer, previu Carl Thayer, da universidade de New South Wales, na Austrália. "As perspectivas de obter um código de conduta realmente coercitivo não são boas".
A rivalidade entre Pequim e Washington também ocupará um lugar importante nesta reunião, já que o secretário americano de Defesa, Leon Panetta, informou no fim de junho sobre a mobilização de grande parte da frota americana em direção ao Oceano Pacífico até 2020.
Embora no passado os americanos tenham insistido na importância estratégica da liberdade de navegação na região, a secretária de Estado, Hillary Clinton, tentará nesta semana acalmar as tensões, assegurou na segunda-feira um responsável governamental americano.
Os protagonistas devem perceber que certos acontecimentos podem "corroer a confiança sobre a qual a prosperidade da Ásia foi construída", destacou.


China e EUA em: quem manda mais?

A disputa de titãs protagonizada pela China e pelos EUA agora tem um novo alvo: As ilhas do Mar da China Meridional. De um lado os interesses chineses, que desejam manipular o código de conduta a seu favor e obter maior poder sobre o território em questão. Do outro, os interesses estadunidenses se revelam através da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), que é absolutamente contra a divisão do território a favor da China, defendendo a distribuição entre países menores (obviamente os que fazem parte da referida associação).
Sendo assim, a China faz jus ao seu titulo de potência mundial ao defender com unhas e dentes seu desejo de possuir controle sobre as rotas marítimas asiáticas e os territórios ricos em hidrocarbonetos, e põe-se contra o código de conduta, afirmando que este não deve interferir na distribuição do território, e sim garantir a boa convivência entre os países asiáticos, além de assegurar que todos cooperem para uma distribuição que pareça justa para a referida potência.
Já os Estados Unidos utilizam das alianças com os restantes países asiáticos para passar como simples aliada numa luta que garantiria uma distribuição de territórios “justa” entre os países melhores. Pois dessa forma teria total acesso e controle sobre as importantes rotas do mar asiático.
Pode-se observar então, que além de obterem os maiores PIB’s, as maiores industrias, e as ações mais valorizadas no mercado, ambos desejam poder sobre os territórios cada vez mais emergentes, numa luta constante pela supremacia mundial, pelo poder absoluto.
Por: Ana Carolina Araújo




I UNIDADE



19/04/2012 15h00 - Atualizado em 19/04/2012 15h00 – Acessado em 19-04-2012 – 19:05
Balança comercial do Japão alcança recorde negativo em 2011
France Presse
TÓQUIO, 19 Abr 2012 (AFP) -O Japão registrou um déficit comercial recorde de 54,2 bilhões de dólares no período de abril de 2011 a março de 2012 (ano fiscal), devido ao aumento da fatura energética e à redução das exportações, em um ano marcado pela catástrofe de Fukushima após o sismo e o tsunami de 11 de março de 2011.
Este foi o pior resultado do comércio exterior da terceira economia mundial desde o início da publicação deste dados, em 1979.
Segundo analistas, o Japão terá dificuldades para renovar sua potência comercial, apesar de o país poder contar com a crescente demanda dos países emergentes e com a possível recuperação da atividade nos Estados Unidos.
Durante o ano fiscal que vai de abril de 2011 a março de 2012, as importações do Japão aumentaram em 11,6% com relação ao ano anterior.
Isso se deve ao incremento das compras de petróleo, produtos petroleiros e gás natural liquefeito para fazer funcionar as centrais térmicas e compensar a ausência de eletricidade de origem nuclear por causa da paralisação da maioria dos reatores, decretada após o acidente provocado pelo tsunami na central nuclear de Fukushima (nordeste).
Ao mesmo tempo, as exportações recuaram 3,7% com relação ao ano fiscal anterior, devido a uma queda de 14,7% das vendas ao estrangeiro de semicondutores e outros componentes eletrônicos, assim como por um retrocesso das entregas de carros, produtos audiovisuais, papeis, metais e plásticos.
Apesar de a indústria ter retomado seu caminho, o "Japão ainda não retomou uma alta real das exportações", afirmou Mari Iwashita, economista da Nikko Securities.
A balança comercial japonesa não era deficitária desde o exercício fiscal 2008-2009, afetada na época pela crise financeira internacional, que provocou uma drástica queda das exportações.
Os dois setores que lideram geralmente as exportações (eletrônico e automobilístico) sofreram as repercussões das catástrofes naturais, da desorganização temporária da indústria e das oscilações econômicas nos Estados Unidos e Europa, devido à crise da dívida.
A catástrofe natural de 11 de março de 2011, na qual morreram 19.000 pessoas, não só provocou a destruição de fábricas e a desorganização dos circuitos logísticos, mas também uma queda das encomendas externas.
O excedente comercial do Japão com relação aos Estados Unidos se estabilizou este ano, mas caiu à metade com Ásia, Europa e América do Sul e ficou negativo com relação ao Oriente Médio, pela compra de petróleo e com relação à Austrália e Nova Zelândia, pelas importações de gás.
A conjuntura econômica ruim tem sido estimulada também pela apreciação do iene há um ano e meio, o que prejudica a competitividade dos produtos "Made in Japan" no exterior.
Com isso, houve um aumento das pressões sobre o Banco do Japão para que tome medidas com a finalidade de reforçar a economia do arquipélago.



Fukushima: Desastre natural, econômico e social

O dia 11 de março de 2011 trouxe instabilidade para o Japão. Instabilidade econômica, política e social. E isso se reflete nas estatísticas relacionadas ao progresso do país no período 2011/2012.
As catástrofes naturais acabaram por atrasar toda a produção do país, e isso acarretou numa queda na credibilidade do nome dos produtos japoneses no mercado. Além disso, a quantidade de exportações diminuiu consideravelmente e o país se encontra em dívida com o Oriente Médio, com a Austrália e com a Nova Zelândia. Mas sabe-se que o país é uma grande potência com capacidade para se reerguer facilmente.
Mas as perdas vão além de bens materiais. Somam-se aproximadamente 19000 mortos, um número gigante que abala o psicológico da população e dos líderes do país. Ainda mais em um país como o Japão, que passa dia após dia sob o risco de terremotos e tsunamis inesperadas.
Enfim, esse receio somado ás dificuldades pós-catastrofes resultou no maior déficit comercial japonês desde 1979, mas, com o apoio dos outros países e das organizações mundiais o Japão tem tudo para emergir e voltar ao posto de potência mundial.
Por: Ana Carolina Araújo





08/12/2010 09h21 - Atualizado em 08/12/2010 09h21 – Acesso em 19-04-2012 – 19:13

Mercados da Ásia deslizam após venda de bônus dos EUA


Por Daniel Magnowski
CINGAPURA (Reuters) - As bolsas de valores da Ásia encerraram em queda nesta quarta-feira, pressionadas por baixa acentuada nos títulos do Tesouro norte-americano que impulsionou o dólar contra o iene e o euro e fez investidores optarem por ativos de risco menor.
Os preços dos Treasuries dos EUA despencaram em resposta à proposta do presidente norte-americano, Barack Obama, de prorrogar por dois anos reduções de impostos, medida que pode apoiar a economia no curto prazo mas pode aumentar a dívida nacional no longo prazo. Os preços de dívida ao redor do mundo caíram diante da venda acima da esperada dos Treasuries.
'Os cortes de impostos mudaram o cenário', disse Arihiro Nagata, gerente de renda fixa no Sumitomo Mitsui Banking Corp. 'Muitas pessoas estão agora alterando suas perspectivas. Muitos economistas estão dizendo que as reduções de impostos vão impulsionar o crescimento dos EUA em 0,5 a 1 ponto percentual.'
Mas o custo dessas reduções tributárias vão provavelmente ampliar o déficit norte-americano, o que fez investidores venderem bônus para elevar os prêmios de risco sobre a dívida dos EUA.
'Está se tornando cada vez mais claro que os EUA estão tomando um caminho muito diferente em relação aos europeus sobre o problema de dívida... Eles estão reinflacionando o caminho de saída enquanto os europeus estão indo na direção oposta', disse Grant Turley, estrategista do ANZ.
O dólar subiu contra o iene e a maior parte das outras divisas asiáticas. Com o iene mais fraco, as ações de empresas exportadoras em TÓQUIO receberam impulso e o mercado japonês encerrou em alta de 0,9 por cento, a 10.232 pontos.
Enquanto isso, vários mercados acionários da Ásia fecharam em queda diante da surpresa e do volume da venda de bônus dos EUA que adicionou incerteza rumo ao final do ano.
A bolsa de SEUL recuou 0,35 por cento, também pressionada em alguns momentos por informação sobre um exercício militar da Coreia do Norte.
Fraqueza em papéis atrelados a commodities pressionou a bolsa de HONG KONG, que perdeu 1,43 por cento, a 23.092 pontos.
O índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão operava em baixa de 1,25 por cento às 8h (horário de Brasília) a 463,64 pontos. Apesar disso, o indicador acumula valorização de cerca de 12 por cento no ano, ainda à frente do índice MSCI de ações globais.
A bolsa de XANGAI caiu 0,95 por cento, TAIWAN teve oscilação negativa de 0,01 por cento, SYDNEY encerrou em baixa de 0,57 por cento e CINGAPURA foi na contra-mão, fechando em alta de 0,34 por cento.
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/12/mercados-da-asia-deslizam-apos-venda-de-bonus-dos-eua.html



Estados Unidos: amigo ou agiota?

E os Estados Unidos continuam tendo controle sobre a economia mundial: agora a Ásia deve optar entre quitar as dividas com os EUA ou prorrogar o prazo e acabar por aumentar a quantia a ser paga.
Ou seja, por saber que as bolsas asiáticas estão em queda, ou seja, sem muitas condições de quitar dividas os EUA fizeram tal proposta com o objetivo de lucrar cada vez mais com a dependência de outros países em relação á ele.
Quem conseguiu ter uma ascensão econômica foi o Japão, comparado ao que havia antes, com o auxilio de outros países e organizações mundiais, mas mesmo assim esse fato não foi o suficiente para competir com o volume de venda de bônus norte-americanos, o que causou ainda mais receio e pressão sobre o continente asiático.
Concluindo, percebe-se uma Ásia encurralada pela bolsa e pelo “camarada” americano, sendo pressionada entre divida ou progresso. Decisão difícil a ser tomada, mas vale ressaltar o poder estadunidense na economia mundial, assim como as consequências sofridas por quem não segue as “regras do jogo”. Ás vezes é melhor seguir a linha da Europa: investir no menor risco, sem mexer com lobo em pele de cordeiro.
Por: Ana Carolina Araújo

2 comentários:

  1. Verdade, não se sabe ao certo se é certo ou não aceitar ou pedir ajuda a outro país para pagar dps, o que resultou na crise da Europa.

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