III UNIDADE
Criado em: 28/09/2012
- 11:24 Acesso em 03/10/2012 – 17:12
Lucro da Heineken sobe 30% após venda de participação
A empresa, no entanto, continua apresentando um desempenho fraco no oeste Europeu, seu maior mercado

A holandesa Heineken, terceira maior cervejaria do mundo em vendas, anunciou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de 783 milhões de euros (970 milhões de dólares) no primeiro semestre, 30% maior que o ganho registrado em igual período do ano passado, graças principalmente à venda de uma participação minoritária em uma cervejaria da República Dominicana.
O lucro sem ajuste da Heineken subiu 1,6% na mesma comparação, para 705 milhões de euros, ficando um pouco abaixo da expectativa dos analistas, que previam ganho de 737 milhões de euros. A receita da empresa teve alta de 5%, para 8,78 bilhões de euros.
A Heineken continua apresentando um desempenho fraco no oeste Europeu, seu maior mercado, onde o volume de vendas caiu 3,4% no primeiro semestre. Por outro lado, as vendas subiram 2,4% nos EUA e 10% nas Américas, e avançaram também na Ásia e África.
A Heineken também disse que comprou outras 6,9 milhões de ações na Asia Pacific Breweries (APB), por 293 milhões de dólares, elevando sua participação direta na cervejaria de Cingapura de 9,5% para 12,18%, em uma tentativa de evitar uma possível oferta de rivais tailandeses pela APB.
(Com Agência Estado)
Link: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/lucro-da-heineken-sobe-30-apos-venda-de-participacao
Link: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/lucro-da-heineken-sobe-30-apos-venda-de-participacao
Ásia: Ponto de fuga holandês
A
Heineken registrou nesse primeiro semestre de 2012, um aumento de 30% nos
ganhos totais da companhia. Mas isso não se deve ao consumo europeu, muito pelo
contrário. A crise no continente fez com que os lucros caíssem 3,4% na Europa,
enquanto os outros continentes registraram aumentos nos volumes de vendas e,
consequentemente, nos lucros obtidos.
A
estratégia adotada pela empresa holandesa foi de investir no mercado consumidor
asiático tendo de competir com uma empresa Tailandesa pela liderança no nível
de vendas. Mais do que investir no mercado, a Heineken está investindo em
cervejarias asiáticas, comprando cada vez mais ações.
Primeiramente,
adquiriu a participação DE 8,6% da KindestPlacena Asia Pacific Breweries (APB),
sendo que já tinha 13,9% diretamente e outros 32,4% indiretamente. O desejo da
Heineken era de comprar toda a APB, que produz a cerveja Tiger, muito popular
em toda Ásia. E esse desejo foi realizado, a Heineken comprou as ações pertencentes
á F&N, se tornando a maior acionista da produtora da Tiger, e estando
então, cada vez mais próxima do apogeu no mercado asiático.
Apesar de
afetada no primeiro semestre por causa da crise da Europa, a Heineken, que já
retirou ações de cervejarias menores que estão em declínio no continente
europeu, tem tudo para aumentar cada vez mais sua receita e ganhos anuais com
essa nova e poderosa aquisição asiática. Caminha assim, para tomar a liderança
do mercado de cervejas mundial, que hoje é da AB InBev (Anheuser-Busch InBev).
Assim sendo, pode-se observar como,
além de abrigar o Japão e a China (dois dos países mais poderosos), a Ásia como
um todo possui um enorme alicerce para a economia mundial, pois além de ser
produtora e exportadora de produtos muito consumidos ao redor do globo, possui
um enorme e rico mercado consumidor, capaz de multiplicar a receita das
empresas que nele investem.
Por: Ana Carolina Araújo Costa
Criado
em: 01/10/2012 - 14h21 Acesso em: 03/10/2012 – 17:41
EUA enviam aviões a base em ilha no Japão e causam protestos
Os Estados Unidos autorizaram nesta segunda-feira o envio de seis aeronaves para a base na ilha de Okinawa, no sudeste do Japão, causando protestos de centenas de moradores locais sobre o aumento da presença americana em território japonês.
O primeiro dos seis aparelhos híbridos Osprey chegou à base de Okinawa vindo de Iwakuni, outra instalação americana no Japão, nesta segunda e foi recebido pelos manifestantes, que estavam ao lado da cerca da base aérea.
As aeronaves, que decolam como helicóptero e voam como avião, despertaram a preocupação dos moradores de Okinawa após os acidentes no Marrocos e na Flórida no início do ano, dizendo que os aparelhos poderiam cair nas casas locais.
O secretário de Defesa americano, Leon Panetta, garantiu a segurança dos aparelhos apesar dos incidentes, e o governo japonês aprovou as operações.
Tóquio apoia as operações e também vê o reforço como uma forma de ajudar a garantir a soberania sobre um arquipélago no mar do Leste da China, disputadas com Pequim.
A questão da segurança revelou também a insatisfação dos 1,4 milhão de habitantes de Okinawa contra as operações americanas. Na região, estão lotados cerca de 50 mil integrantes de tropas americanas.
PROTESTOS
No mês passado, mais de 100 mil pessoas fizeram um protesto contra a presença dos militares dos Estados Unidos, no maior ato desde 1995, quando três soldados americanos foram acusados de estupro.
O porta-voz da Assembleia de Okinawa, Masaharu Kina, criticou a medida. "Os Osprey fazem com que nós percebamos que não somos tratados como japoneses completos".
O prefeito da capital Naha, Takeshi Onaga, disse que a irritação está aumentando e pode explodir a qualquer momento. "Se eles forçarem essa operação, isso pode levar ao colapso das relações entre Estados Unidos e Japão".
Para ele, Washington está correndo um "grande risco" ao fazer as operações, que poderiam levar a protestos violentos como os ocorridos na década de 1970, quando manifestantes queimaram carros nas ruas de Naha.
Link: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1162072-eua-enviam-avioes-a-base-em-ilha-no-japao-e-causam-protestos.shtml
Link: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1162072-eua-enviam-avioes-a-base-em-ilha-no-japao-e-causam-protestos.shtml
O
aumento da ocupação norte-americana no Japão e sua influência nas disputas
Pequim-Tóquio
1,4 milhão de cidadãos japoneses estão
insatisfeitos com a interferência crescente dos Estados Unidos. Isso se deve às constantes “visitas” americanas á ilha de Okinawa,
que, ao que parece tem causado perturbação e medo à população local.
O problema começa nas instalações.
Aproximadamente 50 mil soldados americanos se encontram na base de Okinawa,
fato que, segundo a população, está “lotando” a infraestrutura da ilha. Os
reclamantes também possuem medo de que a tecnologia americana possa vir a
prejudica-los. Eles referem-se às aeronaves que, assim como na Flórida e no
Marrocos podem chegar a cair sobre casas e outras estruturas, causando morte e
outros prejuízos á população.
A manifestação da população é constante.
Somam-se como eventos mais importantes os protestos na década de 1970 nas ruas
de Naha, a manifestação contra a acusação de 3 soldados americanos em 1995 por
estupro e o protesto feito em agosto deste ano, onde mais de 100 mil pessoas
foram ás ruas contra a ocupação americana no local.
Mas pelo que parece o governo japonês não
parece estar muito preocupado com isso, já que se volta principalmente para a
posse de um arquipélago situado no mar Leste da China, disputado com Pequim.
Coincidentemente os Estados Unidos estão apoiando de todas as formas possíveis
a posse japonesa sobre esse território, o que favorece em muito a disputa para
o Japão.
Pode-se observar como o governo americano
trabalha quando o assunto são os países asiáticos: após servir de agiota, ao
encurralar a Ásia com aumento dos juros da dívida externa (“Estados Unidos:
Amigo ou Agiota?”), agora “troca” apoio e influência política e militar por
liberdade de circulação no território japonês. Os apelos chineses parecem não
ter surtido tanto efeito, visto que a declaração do ministro das relações
exteriores Hong Lei de que "Washington deveria desencorajar as provocações
do Japão e retificar sua posição equivocada de aplicar o tratado de segurança
às ilhas Diaoyu” parece ter sido ignorada pelo governo americano.
Por enquanto, os EUA se encontram entre um
Japão confiante e disposto e uma China desesperada, conhecedora do rumo
desigual que a disputa tomaria, caso os EUA resolvessem apoiar o governo
japonês. A disputa se encontra atualmente muito mais tensa e ainda mais
agravada após a afirmação de Taiwan de também ter propriedade sobre o
arquipélago recheado de gás natural. O que resta é esperar a decisão americana,
dependendo da mesma, o conflito pode se estender por muito mais tempo, ou
acabar beneficiando um dos lados da moeda: aquele que trará mais benefícios aos
EUA.
Por: Ana Carolina Araújo Costa
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