III UNIDADE - Europa

III UNIDADE

04/10/2012 10h26 - Visualizado em 04/10/2012 16h22

Indústria da Europa quer acesso mais confiável à biodiversidade mundial

Empresas usam recurso genético, como plantas raras, para criar produtos.
Acordo global sobre este tema será debatido em conferência da ONU.

A Comissão Europeia apresentou nesta quinta-feira (4) uma proposta para assegurar o acesso mais confiável de pesquisadores e empresas da União Europeia a recursos genéticos que estão em outros países.
A discussão tem a ver com a implantação do Protocolo de Nagoya, que estabelece regras para o acesso à biodiversidade, como plantas tropicais raras usadas em medicamentos, e formas de compartilhar benefícios entre empresas, povos indígenas e governos.
Criado em 2010, o acordo global volta a ser discutido na Conferência das Partes (COP-11) da Biodiversidade, encontro anual da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CBD) que se inicia no próximo dia 8, na Índia.
Dos 92 países que assinaram o documento criando o pacto global, apenas cinco o ratificaram (o Brasil ainda não o fez), número bem abaixo dos 50 necessários para que ganhe força legal. A meta é que o protocolo esteja em pleno funcionamento até 2015.
Em comunicado, a Comissão Europeia informou que “a proposta pretende proteger os direitos dos países e das comunidades indígenas, assim como oferecer aos pesquisadores na Europa um acesso confiável a amostras de qualidade de recursos genéticos, com um custo baixo e um alto grau de segurança jurídica”.
O bloco decidiu dar este passo ante à “falta de normas claras” para este comércio, que sofre com o fenômeno da biopirataria. Este vácuo legal propicia, segundo alguns países administradores de recursos genéticos - como o Brasil -- uma ação abusiva por parte de cientistas estrangeiros.
Desafios pela frente
À frente do órgão máximo da ONU para a biodiversidade, o brasileiro Braulio Dias, secretário-executivo da CBD,  afirmou ao G1 que o encontro na Índia tratará de temas delicados como a disponibilização de recursos de nações ricas para que países pobres mantenham suas florestas em pé e recursos naturais intactos, além de planejar formas de aumentar a conservação de ambientes marinhos e terrestres, conciliando com o desenvolvimento econômico.

Tudo isso em pleno período de recessão econômica, que atinge principalmente a União Europeia e os Estados Unidos. Ele explica que para atacar o que afeta a biodiversidade no mundo é preciso de muito dinheiro.

Ainda não existe um número fechado, mas Dias estima que para um único tópico dos 20 objetivos, que refere-se à ampliação de áreas protegidas no mundo, será necessário investir nos próximos oito anos até US$ 600 bilhões.

A dificuldade que a conferência deve enfrentar será a mesma já ocorrida em negociações como a climática: países ricos dizendo que não têm dinheiro e nações pobres cobrando investimentos e se isentando de possíveis aportes para “salvar o mundo”.
Link: 
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/10/industria-da-europa-quer-acesso-mais-confiavel-biodiversidade-mundial.html



Interesses reais

Vendo o desespero da biodiversidade sendo devastada no mundo, reuniões e mais reuniões são feitas para que alguma providencia seja tomada. Pesquisadores que dependem de plantas que estão se tornando escassas tomam a iniciativa de investir para que suas pesquisas não parem.
Mas, para que não seja só pelos pesquisadores, os organizadores dessas reuniões afirmam que essas medidas que estão sendo tomadas são para “proteger a biodiversidade das comunidades indígenas”. O que eles não sabem é que, de fato, só procuram resolver os problemas quando estão sendo afetados.
Espera-se que, verdadeiramente, esse investimento de US$ 600 bilhões seja feito, pois, favorecerá tanto a população indígena quanto os pesquisadores. Porém, se esse investimento for feito apenas daqui a alguns anos e não agora, pode ser que aconteçam extinções, o que não seria agradável para ambos os lados.
Por: Verônica Fernandes


04/10/2012 - 11h25 - Visualizado em 05/10/2012 - 00h15

Estudante é preso na Espanha com plano para massacre em faculdade
Polícia da Espanha apreende 140 kg de explosivos na casa de estudante que planejava massacre em universidade
A polícia da Espanha prendeu nesta quarta-feira em Palma de Mallorca um estudante de eletrônica que tinha um plano para fazer um massacre na Universidade das Ilhas Baleares. Os agentes dizem que o jovem se inspirou no ataque à escola Columbine, nos EUA.
Juan Manuel, 21, foi detido em seu apartamento com 140 kg de explosivos, comprados pela internet. A polícia também apreendeu material para a confecção de bombas caseiras. O sobrenome do suspeito não foi revelado.
A prisão foi feita após os agentes investigarem o estudante por cinco meses por sua conduta suspeita, especialmente em redes sociais. Juan Manuel fez diversos comentários alusivos ao massacre de Columbine em fóruns da internet.
Em seu blog, manifestava simpatia pelos dois atiradores do ataque à escola americana, Erick Klebold e Dylan Harris, que mataram 12 alunos e um professor em 1999.
O suspeito também tinha os mesmos gostos musicais dos americanos, interesse por armas, vestia roupas pretas e era vítima de bullying na escola e na faculdade.
No período em que os policiais acompanharam o suspeito, Juan Manuel tentou comprar armas de forma ilegal por diversas vezes. Como não conseguiu, pediu uma permissão de porte de armas ao governo, mas não teve sucesso.
Segundo os agentes, seu último objetivo era conseguir o máximo de substâncias explosivas e químicas, já que afirmava saber fabricar diversos tipos de bombas, para explodir as portas de lojas de armamentos em Palma de Mallorca.
A polícia informa que o suposto terrorista não atuava por ideologia e lembrou de certo modo a conduta de Anders Breivik, que matou 77 pessoas na Noruega, mas sem o componente neonazista do norueguês.




Inteligencias utilizadas de modos errados

São cada vez mais freqüentes jovens que possuem algum tipo de transtorno, o que leva ao ataque na sociedade. Eles são invisíveis e imprevisíveis. Podem atacar a qualquer hora e em qualquer lugar.
Normalmente, esses jovens têm bases ideológicas que fundamentam esses ataques e possuem também, como nesse caso, conhecimento suficiente para provocar uma destruição e, consequentemente, mortes.
Outro fator que, geralmente, influencia nesses comportamentos anormais são as redes sociais, onde, os jovens procuram outras pessoas que se assemelhem em relação a gostos, tais como, musicas, filmes e até mesmo comportamentos ideológicos e fazem amizades, que muitas vezes, não são benéficas.
Portanto, é sempre importante afirmar o cuidado que se deve ter com as redes sociais no geral, pessoas que podem se relacionar falando ser alguém, e, no entanto, serem outras pessoas. E, se policiar em relação as atitudes nas redes, comentários desnecessários que podem, futuramente, voltar contra o próprio autor.
Por: Verônica Fernandes

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